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sábado, 22 de junho de 2013

Na TV, Sebastião Viana volta a defender G-7, fala de golpe contra seu governo, defende Aníbal e confirma que número de servidores irregulares é 3,2 mil e não 11 mil.

O governador do Acre, Sebastião Viana, foi o entrevistado desta sexta-feira no programa Gazeta Entrevista (TV Gazeta).
Durante os três blocos, o petista falou sobre o G-7, o caso dos servidores irregulares ameaçados de demissão, o Dia do Basta, a BR- 364 e as últimas declarações do senador Aníbal Diniz, seu colega de partido, contra as desembargadoras Denise Bonfim e Cezarinete Angelim.
Sebastião Viana começou a entrevista falando da Operação G-7. Ele voltou a inocentar seus aliados presos pela Polícia Federal, apontou erros nas investigações e comentou ainda a prisão de seu sobrinho. “Entendo que não se pode condenar sem provas, sem certeza, ninguém. Só no Ruas do Povo tem 39 empresas trabalhando, como é que o investigador falou em G-7? Ainda teve uma pincelada no meu sobrinho (Tiago Viana). Foi preso porque é meu sobrinho e do governador Jorge Viana, senão não teria sido preso. Você olha lá, ta lá a matéria para o mundo inteiro, que saiu na Globo. Dizendo que ele mora em cobertura… Aí eu fui olhar onde é que ele mora. Num apartamento de 97 metros quadrados que o preço básico de contrato de compra foi R$ 153 mil”, disse.
Indagado por Alan Rick, sobre qual a sua opinião acerca da não participação do MPE no processo da Operação G-7 desde o começo e se isso teria ocorrido em razão de a chefe do órgão, procuradora Patrícia Rego ser filha do secretário de articulação, José Rego, Sebastião Viana defendeu a procuradora e acrescentou que se o critério foi a suspeição, a desembargadora Denise Bonfim também não teria condições de ser relatora do caso porque seu esposo tem cargo comissionado no governo.   “Quem tem que explicar é quem tomou a decisão. Ai vai ter que explicar a decisão ao Ministério Público. Como é que ela é suspeita então pra tomar uma decisão, porque o pai é secretário e trabalha em governos há mais de 35 anos no Acre, e é um dos maiores patrimônios éticos do Acre, é o pai da procuradora. E o marido da desembargadora que deu a sentença, que é cargo de confiança no governo e ela não é suspeita de nada? Que dois pesos e duas medidas são essas? Porque o dedo é apontado pra uma procuradora concursada e a desembargadora não se julgou suspeita de nada. É preciso que a Justiça explique isso. Não sou eu, não sou eu”.
Sebastião Viana também reafirmou a inocência dos secretários e empreiteiros presos. “Conheço todos eles, e não posso apontar o dedo para nenhum deles, de nenhum ato de corrupção dentro do meu governo.
Outra vez os adversários políticos também foram alvo do governador que voltou a questionar o caso de suposta tortura em Sena Madureira, que envolveria o deputado Major Rocha (PSDB). Sem falar o nome do parlamentar tucano, o governador o acusou de ligações com a desembargadora Denise Bonfim ao citar o caso Luziene Queiroz, jovem estuprada e assassinada há 14 anos em Sena Madureira.
“É a coisa pior que tem é a injustiça, você lembre do caso Luziene lá de Sena Madureira. Uma pré-adolescente estuprada, violentada e morta. Foram presos três jovens. Três irmãos pobres. Foram presos e depois de um período de dois anos e três meses, o pai deu um tiro na cabeça porque sabia que os filhos eram inocentes, e aí um promotor pede a retirada da denúncia porque não tinha elementos pra condenar. Imagina a gravidade disso. E a  vida daquele pai quem vai devolver. E pra minha curiosidade, toda vez que essa desembargadora julga o caso envolvendo uma pessoa no processo de Sena Madureira, ela se diz suspeita por razões íntimas. E essa pessoa tem forte interesse político. Esse senhor que está envolvido no caso de Sena Madureira, processualmente, não estou fazendo juízo condenatório. E ele tem todo o interesse nessa condenação política e moral do meu governo. E ela tem essa intimidade declarada nos autos.  Isso tem que ser colocado a luz da democracia”, disse.
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O governador confirmou informações dadas em primeira pela deputada federal Antônia Lucia (PSC) há quase um mês de que o número de servidores irregulares hoje não são 11 mil, porém pouco mais de 3 mil. “São 3.200 (três mil e duzentos) e se o governo do Estado teve a responsabilidade de escolhê-los uma hora da vida, então vamos continuar do lado deles, no sol e na chuva”, afirmou Sebastião ao dizer que seu governo está dando total apoio aos servidores.

Ao comentar o Dia do Basta, que acontece neste sábado, Sebastião Viana disse que a manifestação é legítima, mas espera que não haja violência. “Eu acho um movimento fantástico, um movimento formidável. Agora o que não pode é um movimento depredar, porque isso foi construído com dinheiro público. Eu só quero é que o movimento seja de paz, que ele manifeste as críticas que quiser, que ele seja pautado pela verdade. Agora eu tenho medo do que está saindo, de algumas pessoas querendo contaminar. Esse movimento tem que ser acolhido com muito respeito. A Polícia vai estar de mãos dadas com o movimento. Os policias vão estar lá pegando não dos jovens, alguns. Deus me livre de ver um momento de violência!”
O governador tentou ainda defender o senador Aníbal Diniz das declarações feitas pelo parlamentar petista de que as desembargadoras Denise Bonfim, relatora do G-7, e Maria Cezarinete, vice-presidente do TJ/AC são “amarguradas e mal resolvidas”.
“Se eu fosse me reportar ao Aníbal sabe como eu me reportaria? O mais leal companheiro que a gente tem, ao Partidos dos Trabalhadores e as lutas que o PT travou nesses anos todos. Ele é isso. Agora, num momento de emoção ele ter dito uma coisa dura, como é que eu procurei explicar e entender”, disse Sebastião Viana, para depois explicar: “Eu fui procurar entender aquela afirmação “mal resolvida” que ele falou. A explicação foi essa: se tá na função técnica judicial de julgamento de pessoas não pode ter passionalismo, não pode ter interferência partidária e política nessa decisão. A Justiça é a última instância do direito de ter aquilo que é justo pra vida de uma pessoa. O que ele quis dizer foi isso. Se quer ir pra política vá pra política, mas não seja de uma função judicial técnica fazendo papel político”, encerrou Sebastião Viana.

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