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sexta-feira, 8 de março de 2013

Milhares de venezuelanos ainda fazem fila para velar corpo de Chávez


Milhares de venezuelanos continuavam à espera para se despedir do presidenteHugo Chávez na manhã desta sexta-feira (8), enquanto os dirigentes do país preparam-se para as cerimônias fúnebres oficiais previstas para 11h locais (12h30 de Brasília).

Algumas pessoas ficaram nas filas a noite inteira, mesmo depois do anúncio do presidente interino, Nicolás Maduro, de que o corpo de Chávez ficará na Academia Militar "pelo menos" uma semana mais para que todos possam vê-lo.

María Isabel Flores, de 42 anos, disse ao G1que chegou do estado de Lara, a 400 quilómetros da capital, às 2h da manhâ (3h30 de Brasília).

Sete horas após, Flores só tinha avançado "não mais que meio quilómetro" na fila, mas afirmou que não ia a desistir até não ter a oportunidade de ingressar no pátio de honor da Academia Militar.

Chávez vive, não está morto, segue vivendo em nossos corações, ele deu-nós consciência e pátria", disse.

Ainda é possível ver crianças, idosos e deficientes físicos nas várias filas que ocupam os espaços do Parque Los Próceres.

A fiscal da República, Luisa Ortega, e outros dirigentes pediram para manter a calma enquanto continuam as manifestações para evitar saldos lamentáveis.

Na quinta-feira, um alto-falante dava conta dos nomes de crianças que sumiram e eram procurados por os seus pais.

Alguns veículos com agua foram habilitados para hidratar as pessoas que ficaram durante horas embaixo de temperaturas acima dos 30 graus centígrados.

Desde a quinta, vários chefes de Estado chegaram ao país para participar da cerimonia fúnebre, entre eles os presidentes da Colombia, Juan Manuel Santos; Bielorrúsia, Alexander Lukashenko; do Chile, Sebastián Piñera; e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

Vice assume
O vice-presidente Nicolás Maduro será juramentado nesta sexta), em uma sessão especial, a partir das 19h (20h30 de Brasília), na Academia Militar, como presidente interino.

Com a Constituição nas mãos, o presidente da Assembleia, o chavista Diosdado Cabello, disse que Maduro "começará a cumprir funções como presidente da República, com todas as atribuições estabelecidas na Carta Magna".

Ele disse que Maduro tomará posse "para que ele, de acordo com a própria Constituição, convoque as eleições nos 30 dias seguintes" à morte de Chávez, além de cumprir "uma das instruções que deu o comandante", ou seja, respeitar o que diz a Carta Magna.

Chávez deveria ter jurado no dia 10 de janeiro o mandato para o período 2013-2019, mas seu deteriorado estado de saúde o impediu.

Maduro será empossado presidente de acordo à interpretação que o Tribunal Supremo de Justiça fez do artigo 233 da Constituição venezuelana, que estabeleceu a continuidade administrativa do governo do presidente Hugo Chávez.

A fiscal geral da República, Luisa Ortega Díaz, afirmou que o procedimento segue os princípios legais do país.


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