CANTOTO DO BLOG

CONTATO DO BLOG: oseias.ac@hotmail.com
orl.ac@hotmail.com

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Relatório mostra perfil da escravidão no Estado Amazonas.


Seis municípios do Estado foram listados como tendo trabalhadores nessa situação - foto: Marcello Casal Junior/ABr

Mesmo com o trabalho escravo abolido há quase 125 anos, ainda hoje é possível encontrar casos de pessoas que são forçadas a trabalhar.
No Amazonas, pelo menos 112 pessoas trabalham sob esse regime de acordo com um levantamento foi feito pela Organização Internacional do Trabalho, o Instituto Ethos e a Organização Não Governamental (ONG) Repórter Brasil, chamado ‘Ficha Suja’.
Seis municípios do Estado foram listados como tendo trabalhadores nessa situação. Foram eles Lábrea (a 702 quilômetros de Manaus), Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros), Manicoré (a 332 quilômetros), Boca do Acre (a 1.028 quilômetros), Parintins (a 369 quilômetros). Até mesmo a capital aparece na estatística.
Das localidades apresentaram casos de trabalhadores que exercem suas funções em regime semelhante à escravidão, Lábrea teve o maior número de ocorrências. Foram 51 casos registrados no local, com empregadores diferentes. Em Manaus, que teve o menor número de ocorrências, quatro registros foram feitos.
Em Parintins, foi registrado o maior número de pessoas sob regime de escravidão trabalhando para um único empregador: foram 15 registros. Em seguida, aparece Boca do Acre, com 13, e Presidente Figueiredo, com 12. De acordo com o levantamento, 14 empregadores no Estado têm funcionários nessas condições de trabalho nos seis municípios.
De acordo com o superintendente regional do trabalho, Dermilson Chagas, são feitas constantemente operações de combate ao trabalho escravo em todo o Estado.
Segundo o superintendente, os setores da agricultura e agropecuária são os que mais registram ocorrência de mão de obra escrava.
A Organização Internacional do Trabalho, o Instituto Ethos e a ONG Repórter Brasil desenvolveram a lista com base no Cadastro de Empregadores da Portaria 540 de 15/10/2004, divulgado pelo governo federal.
A intenção, ao criar a lista, é possibilitar que as empresas do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo possam consultar se determinada propriedade está na relação.
As informações são constantemente atualizadas com base nos dados fornecidas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

Nenhum comentário:

Postar um comentário