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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Lançada no Acre a campanha internacional “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”



A Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres (SEPMulheres) promoveu nesta terça-feira, 27, no Teatro Hélio Melo, a abertura oficial da campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, que está em vigor em cerca de 130 países e aqui no estado está sendo abordada com o slogan “Quem Ama, Abraça”.
O ato marcou o início das atividades que serão desenvolvidas ao longo de duas semanas em todo o estado, no intuito de promover o debate, sensibilizar e alertar à população de que a violência contra a mulher é crime e que toda a sociedade deve combatê-la e denunciá-la.
Estiveram presentes a secretária de Estado de Saúde e representante do governador, Suely Melo, o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Nilson Mourão, o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Antônio Torres, a juíza da Vara da Violência Doméstica e Familiar, Olívia Ribeiro, o promotor da 13ª Promotoria de Justiça Criminal Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Luis Henrique Corrêa Rolim, a delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher, Juliana Carvalho, a representante da Coordenadoria Municipal de Rio Branco, Graça Lopes, a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Sárvia Lima e o assessor especial da Juventude, Tiago Higino Mendonça, entre outros.
“É com imensa satisfação que participo de um ato de amor como este, tendo em vista que o lema é o abraço e o respeito ao próximo. Nós, que atuamos na área de combate à violência e nos deparamos com os números, sabemos exatamente a importância de leis como a Maria da Penha e ações preventivas, como campanhas, debates e palestras para que se efetivem na sociedade brasileira as mudanças de paradigmas”, afirmou o promotor Rolim.
Para a juíza Olívia Ribeiro, a prevenção é o mecanismo mais eficaz no que se refere ao combate à violência doméstica. “Não adianta ficarmos prendendo e soltando, porque o agressor continuará a praticar a violência, uma vez que a violência de gênero, em sua maioria, é uma questão cultural. Somente por meio de campanhas como esta poderemos redirecionar a mentalidade”, disse.
Segundo a secretária Suely Melo, os índices de violência de gênero indicam expressamente que a violência praticada contra mulheres já virou uma questão de saúde pública. “O governo está capitaneado esta ação no Estado porque entende que é preciso traçar estratégias de conscientização”, ressaltou a secretária.
A secretária da SEPMulheres, Concita Maia, apresentou os números da violência praticada contra mulheres no Estado e reafirmou o compromisso do governo, parceiros e da sociedade no combate a todas as formas de violência, a promoção de justiça e do respeito aos direitos das mulheres. “Além de nos despertar lembranças, os “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” evidenciam que a violência doméstica é complexa e desafiante para as políticas que desejam erradicá-la. Os dados apontam que a violência de gênero é transversal, ou seja, não escolhe raça, religião, cor ou classe social e que, portanto, assim deve ser também o seu enfrentamento. Somente com a conscientização e a promoção da igualdade e respeito, alcançaremos uma sociedade de paz, na qual acreditamos”, concluiu Concita.
A campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Doméstica é de âmbito internacional, começou no dia 25 de novembro, data em que se comemora o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher e se estenderá até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Desse modo, a ação vincula a denúncia e a luta pela não violência contra as mulheres à defesa dos direitos humanos.

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