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domingo, 14 de outubro de 2012

Figuraças se juntam a promessas do MMA na seletiva do novo TUF Brasil

Foi dada a largada para a realização do grande sonho dos lutadores do país. A segunda temporada do "The Ultimate Fighter Brasil - Em busca de campeões", que dá ao campeão um contrato com o UFC, teve sua seletiva realizada neste domingo, no Rio de Janeiro, e contou com uma mistura de grandes promessas do MMA nacional e personagens, no mínimo, bastante característicos. O evento teve a pariticipação de cerca de 200 atletas e foi dividido em três partes: 90 segundos de grappling (luta agarrada), 40 segundos de manopla, e a entrevista, tudo sob a supervisão de Joe Silva e Sean Shelby, os casadores de lutas do Ultimate. Ainda não há previsão para que sejam conhecidos os 32 nomes selecionados para o primeiro episódio, onde haverá eliminatórias que decidirão os 16 que entrarão na casa.

- Estamos procurando os melhores lutadores. Eu me importo muito com os cartéis. Gosto de ver o que você realmente já fez profissionalmente. É ótimo ver o que você pode fazer no treino, mas nada diz mais do que o que você já fez no ringue. Nós vemos alguns caras que às vezes não têm tanta experiência mas mostram algo especial, como: "Esse cara é um atleta, olha como ele finaliza, olha como ele bate forte". Toda vez a gente pega alguém que não tenha um cartel impressionante ainda, mas que pode surpreender - disse Joe Silva, explicando quais são os critérios mais importantes da seleção.

O "matchmaker" afirmou que esta nova edição do TUF Brasil não vai ocorrer nas divisões dos leves (até 70,3kg) e meio-médios (até 77,1kg), e sim em apenas uma delas, conforme o presidente Dana White já havia antecipado logo após o UFC 153:

- Na verdade, isso não é incomum. Primeiro vamos fazer a seletiva em duas categorias, depois vamos analisar tudo e ver qual delas nos impressionou mais. Essa será a escolhida para o programa - disse Joe, explicando ainda que, se um lutador agradar mas a categoria dele não for escolhida, caberá a ele próprio decidir se aceitaria competir em um peso inferior ou superior.

Um dos mais conhecidos da seletiva era Gilbert Durinho, parceiro de treinos de Vitor Belfort e que foi um dos técnicos auxiliares dele no primeiro TUF Brasil. A fera do jiu-jítsu, que entrou nos leves, acredita que muitos dos inscritos não têm ideia do que poderão encontrar dentro da casa:

- Sei mais ou menos como é. Não senti aquilo, eu só vi. Estou começando a me preparar. A galera está aqui festejando, mas sei que é pedreira. Chegar lá e encontrar um monte de macho, os caras zoando na hora de dormir, e você querendo descansar. Quando chega a sua luta você fica mais carente. É a hora em que você precisa dos amigos, da esposa, da família, e isso não vai mudar. Você vê todo dia o cara contra quem você vai lutar, é difícil. Três quesitos que são difíceis: bater o peso, conviver com quem você não conhece, e o treinamento com um pessoal totalmente diferente.

Outras duas promessas subiram de peso para tentarem a vaga no reality show. Originalmente atletas do peso-pena, Renato Moicano e Edimilson Kevin bateram na trave e foram os dois reservas dessa categoria no primeiro TUF.

- Eu tinha ficado de primeiro reserva, na expectativa. E acabei ficando meio frustrado nas primeiras semanas do programa. Um amigo meu, Massaranduba, participou, e isso mudou a vida dele. Eu tinha condições não só de estar lá, mas de estar disputando o título. Não sei se ganharia, mas pelo menos condições eu teria - afirmou Moicano.

Já Kevin tem sido um dos mais elogiados pelo ex-lutador Wallid Ismail, presidente do Jungle Fight, evento no qual vinha atuando. Ele pensa que pode melhorar sua situação desta vez:

- Espero que isso me credencie. Acredito que tenho grande chance de entrar pelo simples fato de ter batido na trave na temporada passada. Fiquei de reserva. Tomara que o Jungle me dê essa moral (risos).

Atleta dos meio-médios, companheiro de Moicano na Constrictor Team e também com passagem pelo Jungle, Diogo Fofão comentou a importância de um evento do porte do UFC, que é o sonho de consumo de todos esses lutadores. Assim exemplificou Gustavo Coelho, que se inscreveu no peso-leve:
Eu gosto de lutar em eventos grandes. Eles chamam a responsabilidade e me fazem lutar melhor ainda. Eu me amarro quando o evento é grande. Quanto maior o show, para mim é melhor - declarou Fofão.

- Meu sonho é o UFC. Isso aqui é a ponte aérea para o UFC. Estou trabalhando todo dia para isso - disse Gustavo.

Terno ou cabelos coloridos?
Mas a seletiva também ficou marcada pelas figuraças, como os que ostentavam cabelos coloridos, e Juliano Ninja. O atleta de Blumenau-SC vestiu uma roupa exageradamente formal neste domingo.

- Deixa eu te fazer uma pergunta: por que lutador tem de andar mal vestido? Tem que estar sempre bem arrumado para acabar com esse estereótipo. Nós temos uma imagem a passar, temos que estar bem alinhados.

Ninja, por sinal, é da mesma equipe de Cristiano Psicopata, que usava uma máscara de horror semelhante à do filme "Hannibal".

- O apelido é porque, quando comecei, lutava em todas as categorias, médio, medio-médio, leve... Uma vez fui lutar contra um atleta que se chama Jason, e ele usava uma máscara (não é o Rony), aí a gente resolveu tirar onda.

Entre outros nomes experientes como Luis Sapo e Paulo Bananada, estava também Cassiano Tytschyo, que, apesar de ter só 24 anos, já tem 34 lutas na carreira e conquistou recentemente o cinturão meio-médio do Bitetti Combat.

Tenho bastante luta, quero muito isso para minha vida, coisa que muita gente também quer. É Deus quem vai escolher. Minha vontade de vencer é muito grande, sempre que lutar vou ter muita agressividade e vou para dar show. Esse é meu diferencial.

Houve ainda quem nem pôde fazer os testes. Aos 36, Gustavo Labareda não foi adiante por ter estourado o limite de 35 anos. Ele participou das eliminatórias do primeiro TUF e foi derrotado por Cezar Mutante na luta que valia a vaga na casa.

- Eles têm um critério da fica principal da inscrição. Mas eu ainda persisti para ver se abriam uma exceção, porque essa (meio-médios) é a minha categoria. Fiz uma boa luta contra o Mutante e vim tentar novamente. Infelizmente, a idade está um pouco avançada. Mas por dentro estou novinho, novinho. Tem muito caldo ainda para sair desse caldo de cana - lamentou.

Sem dormir por causa do UFC Rio III
E teve até quem tivesse virado a noite sem dormir. Mas por uma boa causa, diga-se de passagem. Fábio Defendenti foi córner de Erick Silva na derrota para Jon Fitch no UFC Rio III, enquanto Thiago Jambo foi córner de Fábio Maldonado no revés diante de Glover Teixeira no mesmo evento.

- Nem dormi, vim virado. Fiquei preenchendo uns papéis que o UFC exige para poder passar na seletiva até 6h da manhã. Terminei, deitei, e 6h45m eu estava de pé. Estamos na guerra - disse o capixaba.

- Estou virado aqui. estava no córner do Maldonado. Eu o acompanhei até o hospital. Ele fraturou o nariz, está passando por uma cirurgia. Ele ficou p... porque eu estava lá (risos). O Maldonado é um irmão meu - completou Jambo.

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