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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Polícia Civil prende mais uma quadrilha que pretendia roubar caixas eletrônico na capital.

Mais uma quadrilha especializada em arrombar caixas eletrônicos foi desbaratada no Acre, sem que as forças de segurança do Estado precisassem efetuar um único disparo. Cinco pessoas foram presas em flagrante, entre as quais um policial civil, que segundo a investigação, dava guarida ao bando formado por um piauiense e dois mato-grossenses. A prisão da organização criminosa é resultado de uma ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público.
Os presos são: Bruno Leone Roque de Campos, João da Cruz Araújo Oliveira, 43, natural do Piauí e mato-grossense Rodrigo Stallone Silva, o orelha, Reginaldo Romualdo Vieira, policial civil e Rosineide Ferreira da Silva, esposa do policial. Em entrevista à imprensa nesta segunda-feira, na sede da Secretaria de Estado da Polícia Civil – SEPC foi anunciada à prisão do bando que pretendia arrombar caixas de banco na capital acreana.
Participaram da coletiva o secretário da Polícia Civil, Emylson Farias, o promotor de justiça Danilo Lovisaro e o delegado titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado – Decco, Nilton César Boscaro.
“No Acre quem busca uma janela para o crime vai encontrar a porta da cadeia”, disse o secretário Emylson Farias. O chefe de polícia lembrou que são duas tentativas frustradas de quadrilhas de aplicar roubos no Estado. Ele se refere ao bando que usava furadeira magnética, preso recentemente e a quadrilha de João Araújo, presa no último domingo.
Quanto ao envolvimento do policial o secretário reafirmou que a direção geral da instituição, será implacável no combate a qualquer tipo de crime e que não pactua com ilegalidade. Emylson Farias observou que determinou a instauração imediata de procedimento administrativo, na Corregedoria da Polícia Civil, para averiguar a conduta do servidor Reginaldo Romualdo.
O promotor de justiça Danilo Lovisaro, membro do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado – Gaeco, no Estado, destacou o êxito da operação. Ele lembrou que o Gaeco “opera” com informações de outros estados da Federação, mas processa subsídios daqui para outras regiões do país. “Isso mostra que as instituições estão cada vez mais fortalecidas e trabalhando de forma integrada”, completou o promotor.
“Esses criminosos pretendiam usar pessoas como escudo ou mantê-las reféns. O trabalho da Polícia Civil e do Ministério Público permitiu que empresas e instituições públicas não sofressem prejuízo financeiro, porém o mais importante foram as vidas que seguramente foram salvas ao neutralizarmos a ação da quadrilha”, disse o delegado Nilton Boscaro.
INVESTIGAÇÃO – O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado – Gaeco em conjunto com a inteligência da Polícia Civil descobriram que uma organização criminosa especializada em arrombar caixas eletrônicos, com base no Matogrosso, estaria planejando executar crimes no Acre. O alvo, segundo a investigação, seria terminais bancários em Rio Branco.
De posse da informação o delegado Nilton César Boscaro, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado – Decco iniciou um trabalho de monitoramento e constatou que indivíduos que estavam em um veículo Fiat Uno, placas de Cuiabá/MT teriam comprado no comércio local, cilindros de oxigênio. O delegado, responsável pela investigação, determinou maior vigilância aos suspeitos até alcançar o melhor momento para realizar a abordagem.
Na madrugada de domingo, 8, o veículo Uno que era conduzido por Bruno Leone Roque de Campos, foi interceptado pela polícia nas imediações de um terminal bancário na Estrada Apolônio Sales. Ao proceder a buscas, no interior do carro os policiais encontraram um guarda-chuva grande, luvas e material para campana.
Bruno Leone estava acompanhado dos cúmplices João da Cruz Araújo Oliveira, 43, natural do Piauí e mato-grossense Rodrigo Stallone Silva, o orelha. Segundo a polícia, eles estavam monitorando o terminal bancário que pretendiam arrombar.
Após ser detido, o trio formado por Bruno, Stallone e João foi levado até a casa do policial civil, Reginaldo Romualdo Vieira, que de acordo com a investigação dava cobertura ao bando. Ao realizar buscas no endereço, a polícia localizou dois cilindros de oxigênio, maçarico, mascaras, luvas, óculos de proteção, pé-de-cabra, alicates industrial, um revólver 38 e uma espingarda, com munições. Todos foram presos em flagrante, inclusive Rosineide Ferreira da Silva, esposa do policial.
Na ocasião da prisão, o policial e sua mulher ainda ousaram despistar a polícia, tentando sem sucesso, esconder o material que seria usado para arrombar o caixa eletrônico. Os acusados liderados por João Araújo foram indiciados pelo crime de quadrilha armada e, encaminhados ao presídio do Estado à disposição da Justiça.

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