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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

UFC 142 SÓ DEU BRASIL.


De volta à Cidade Maravilhosa, o UFC ofereceu uma noite para brasileiro nenhum botar defeito. O UFC Rio (142), realizado nesse sábado, dia 14, na HSBC Arena, terminou com um saldo de nove brasileiros vitoriosos – sob o agora habitual barulho da torcida. No duelo principal da noite, José Aldo defendeu o título dos pesos penas do UFC com um devastador nocaute sobre Chad Mendes.
Embalado pela torcida “de casa”, Vitor Belfort finalizou Anthony Johnson no primeiro round da co-luta principal. Queridinho da torcida, Toquinho finalizou Mike Massenzio com sua característica chave-de-perna em menos de dois minutos. Edson Barboza foi outro destaque da noite, nocauteando Terry Etim com um devastador chute giratório contra a cabeça.
“O Brasil vai ser o país do UFC. Daqui a dois anos, seremos como o futebol”, previu Vitor Belfort na coletiva de imprensa. “Como o Vitor disse, O MMA se tornou enorme no país”, continuou Dana White, dando boas notícias para os brasileiros. “Definitivamente voltaremos a São Paulo no meio do ano e, do jeito que as coisas estão indo, talvez consigamos fazer um evento antes do fim do ano.”
Aldo nocauteia e Belfort finaliza para coroar noite verde e amarela
Foi o desfecho ideal para uma noite estrelada para os fãs brasileiros. Embalado pelos gritos da torcida, José Aldo Junior defendeu seu título dos pesos penas pela terceira vez contra o americano Chad “Money” Mendes em altíssimo estilo. Mendes, que seguia invicto em sua carreira profissional, foi derrubado por uma das letais joelhadas do brasileiro – que ainda desferiu alguns golpes contra o adversário antes do fim oficial da luta.
Após a vitória, Aldo quebrou o protocolo e correu para comemorar sua vitória no meio da torcida. “Não gosto de atletas correndo para a torcida, mas foi divertido de assistir, foi a primeira vez que vi isso sendo feito do jeito certo”, brincou Dana White sobre a estripulia do lutador manauara.


Consolidando seu status como um dos melhores lutadores pound for pound da atualidade, Aldo comemorou mais uma vitória devastadora no octógono – a décima consecutiva. “Esse é o espírito que eu queria essa noite. Os fãs me deram muita energia. Nós sabíamos que Chad tentaria me derrubar. Nos preparamos para isso e tive a chance de acertar a joelhada. Estava tão emocionado que quis celebrar com o meu pessoal”.
Embalado pela torcida de casa, Vitor Belfort não deu chances para Anthony Johnson. Sob os gritos de “Olê, olê, olê”, o carioca levantou a Arena da Barra com sua 21ª vitória. No início do round, Johnson chegou a acertar um  golpe de direita.
Derrubado, Vitor trabalhou por baixo até o árbitro ordenar que os dois prosseguissem de pé. Anthony continuou tentando levar a luta para o chão, lançando-se contra as pernas do brasileiro. O embate foi interrompido mais vezes por falta de ação. Após escapar de mais uma tentativa de queda, Belfort dominou Johnson no chão. Ele tentou uma finalização, partiu para socos e cotoveladas, e, por fim, controlou suas costas, encaixando um mata-leão aos 4 minutos e 49 segundos do primeiro round.


“Meu sonho foi realizado hoje, a gente está na Globo e o UFC é paixão nacional. Foi um prazer dar essa vitória para vocês”, comemorou Belfort, aumentando a já estrondosa torcida da Arena. “Eu sabia que ia nocautear ou finalizar. Eu senti a vibração do público e foi uma noite maravilhosa”.
Toquinho e Barboza levam os bônus da noite; Erick Silva é desclassificado
No terceiro embate, Toquinho voltou às raízes ao derrotar Mike Massenzio com sua especialidade: a chave-de-perna. Após pouco tempo de trocação tímida, o brasileiro foi em direto em direção às pernas do adversário, que bateu a 1 minuto e 35 segundos do primeiro round.
Com a vitória – terceira seguida na organização -, o mineiro agora soma nove finalizações entre suas 11 vitórias como profissional. “Se eu estiver bem da cabeça, eu consigo fazer bem”, brincou o lutador mineiro.


Edson Barboza ditou o tom do card principal. Aos 2 minutos e 2 segundos do terceiro round,  o brasileiro encaixou um devastador chute giratório contra o rosto de Terry Etim, que desabou instantaneamente. O desfecho da luta, até então de muito estudo, rendeu a Barboza o bônus de nocaute da noite.
O inusitado nocaute – sétimo da carreira de nove vitórias do brasileiro - levou a HSCB Arena à loucura. “Lutar no Brasil é diferente de lutar em qualquer outro lugar no Brasil”, comemorou Barboza. “Em uma luta, você tenta coisas e espera que elas funcionem. Hoje, (o chute) funcionou.” A luta também foi premiada como melhor da noite.


 Erick Silva chegou a comemorar sua vitória por nocaute – a segunda em suas duas participações no octógono -, mas logo recebeu a má notícia.  Carlos Prater, derrubado em menos de 30 segundos pelo adversário, foi declarado vencedor devido a golpes ilegais por parte de Silva.


A decisão foi de Mario Yamasaki, árbitro do embate. Visivelmente chateado, Erick pediu desculpas à torcida: “todos aqui sabem que não foi intencional”. Em sua última luta, no UFC 134, Silva derrubou Luís “Beição” Ramos em apenas 40 segundos.
Pyle é “estraga-prazeres” no card preliminar
A noite começou bem para os brasileiros. Felipe “Sertanejo” Arantes conquistou a primeira vitória da noite, igualando seu placar na Cidade Maravilhosa – ele havia sido derrotado por Yuri Marajó em sua estreia, no UFC 134.
E foi de virada: no primeiro round, o estreante Antonio Carvalho chegou a derrubar e conseguir a montada sobre o brasileiro. Após um segundo round equilibrado, Sertanejo consolidou seu triunfo no terceiro – quando derrubou e controlou a luta na guarda.
Seu desempenho garantiu a decisão unânime dos juízes e sua primeira vitória no UFC. “Provei às pessoas do Brasil que pertenço ao octógono”, comemorou.
Na segunda luta da noite, Ricardo Funch estreou em seu país natal com derrota para Mike Pyle por nocaute técnico a 1 minuto e 22 segundos do primeiro round. A arma de Pyle foi uma joelhada certeira, aplicada do clinch, que derrubou o brasileiro contra a grade. Retomando a boa sequência brasileira, Yuri Marajó não deu chances a Michihiro Omigawa.
Ainda no primeiro round, o brasileiro uniu boa sequência de golpes de pé com criativas tentativas de finalização -  culminando com uma chave-de-braço que, não fosse pelo fim oficial do round, poderia ter encerrado a luta. Após um segundo round  de domínio, Marajó passou maus momentos no terceiro, mas se recuperou e conquistou sua segunda vitória no octógono.
No primeiro duelo 100% brasileiro, Gabriel “Napão” redimiu-se de sua última derrota com uma finalização aos 3 minutos e 22 segundos do primeiro round – a primeira finalização nas duas edições cariocas do UFC.  Pisando no octógono pela primeira vez desde 2010, Napão comemorou o retorno.
“Foi ótimo voltar ao octógono. Eu mostrei que ainda tenho minhas habilidades de jiu-jitsu aqui esta noite. Meu tempo fora do UFC foi bom. Lidei com assuntos pessoais e voltei com foco novo. Antes, eu estava treinando bem, mas minha cabeça não estava lá. Agora, estou melhor”, declarou.
O catarinense Thiago Tavares manteve a invencibilidade em eventos cariocas do UFC após uma das lutas mais equilibradas do evento. Após dominar o primeiro round, Tavares teve uma tarefa difícil.
Ao final do terceiro, o brasileiro chegou a balançar com um soco certeiro do americano, mas se recuperou e conquistou a decisão unânime dos juízes. Feliz com o que definiu como a maior vitória de sua carreira, Tavares confessou sua surpresa por ter vencido a luta de pé. “Ele foi o adversário mais duro que já enfrentei. Tenho que ser honesto: de todas as maneiras que via essa luta acontecendo, nunca imaginei vencê-lo de pé”.

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