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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Coveiro usa cemitério para treinar Karatê em Manaus.


Existem pessoas que tem um verdadeiro pavor de cemitérios e não entram vivos nestes locais de maneira alguma. Talvez por associar o ambiente à  morbidez, despedidas e a eterna saudade de entes queridos. Há ainda quem evite passar próximo a uma “cidade dos pés juntos”, simplesmente pelo temor de ser “perseguido” por alguma alma penada, morto vivo, ou lenda semelhante. Mas, cemitério não é apenas local de tristeza ou luto. Cidades como Paris e Buenos Aires tratam suas necrópoles como “museus a céu aberto”, promovendo visitas guiadas para contar a história através das lápides que ali se encontram.
Em Manaus, um senhor de 62 vem dando um “ar diferente” ao Cemitério Parque Manaus, localizado no bairro do Tarumã, Zona Oeste. Por incrível que pareça, o esporte vem tomando conta do local.
Valdemar Ribeiro Souza deixa sua casa na Colônia Santo Antônio dirigindo sua motocicleta e geralmente chega no cemitério Parque Manaus antes de o dia amanhecer. Lá, ele vira um “profissional de sepultamento” fazendo os trabalhos de coveiro e de jardinagem. Quando o expediente termina, às 17 horas,  “seu” Valdemar troca a farda pelo quimono e coloca em prática sua segunda paixão: O Karatê interestilos. 
Praticante desde os 11 anos de idade, o coveiro é faixa-preta na arte marcial. No último mês de novembro, Valdemar conquistou duas medalhas no Campeonato Brasileiro Educacional de Karatê, realizado no Pará. Um ouro no Kata (simulação de luta com várias aplicações práticas) e uma prata no kumite (a luta propriamente dita).
Natural de Araguaína, Goiás, ele chegou em Manaus há 25 anos. Valdemar costuma utilizar o amplo espaço do Parque Manaus para complementar seus treinamentos que às vezes ocorrem antes, ou depois do serviço.
“Minha segunda casa é aqui no cemitério. Eu chego às 4h, 5h da manhã e treino aqui mesmo. Dou uma corrida e faço os movimentos antes de o trabalho começar”, revela Valdemar, que também treina na Associação Budokam Shotokan Karatê, no São Jorge.
A empresa que administra o cemitério lhe dá uma ajuda de custo nas competições.

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