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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Governo federal promete ajudar o Acre com recursos financeiros e humanos para cuidar dos mais de 800 haitianos que se encontram no Estado

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles Barreto, garantiu ontem aos senadores da Comissão de Relações Exteriores (CRE), do Senado Federal, que os ministérios da Integração Nacional e do Desenvolvimento Social vão enviar recursos financeiros, humanos e de assistência de saúde para o Acre continuar atendendo as necessidades dos mais de 800 haitianos que se encontram refugiados atualmente em Brasileia, no Acre.
Também presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), o secretário-executivo Luiz Barreto foi uma das autoridades a garantir no Senado o apoio do governo federal para resolver a situação dos haitianos que estão chegando às centenas no Acre e no Amazonas, atrás de trabalho para sustentarem suas famílias pobres que sofrem com a crise econômica de seu país, considerado o mais pobre da América Latina.
Além de Luiz Barreto, também falaram na audiência pública da CRE do Senado o diretor do Departamento de Imigração e Assuntos Jurídicos do Ministério das Relações Exteriores, ministro Rodrigo do Amaral Souza, a coordenadora-geral de Acompanhamento da Secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Miriam Medeiros da Silva, e o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Andrés Ramirez.
Como autor do requerimento de audiência pública, juntamente com o senador Aníbal Diniz, o senador Jorge Viana pregou a necessidade de o governo federal de assumir urgente a responsabilidade com a manutenção dos haitianos no Acre, “que estão vivendo uma situação humanitária muito grave”.
Segundo Jorge Viana, além de prestar socorro humanitário imediato aos imigrantes haitianos que têm chegado ao país nos últimos meses, o governo brasileiro deveria estabelecer uma cota para novos imigrantes provenientes do Haiti para que eles cheguem como convidados e não como ilegais, quando só  resta ao governo atuar nas consequências e não em ações planejadas com antecedência.
Jorge Viana informou aos senadores que se encontram atualmente em Brasileia cerca de 800 haitianos, com a maioria ingressando de irregularmente no país. Até o momento, eles têm sido acolhidos pelo governo do Acre, que lhes fornece abrigo e duas refeições por dia. Afetados pelas difíceis condições econômicas e pelos efeitos do terremoto que atingiu seu país em 2010, os haitianos chegam ao Brasil depois de passar por Panamá, Equador e Peru ou Bolívia. A pedido do senador Aníbal Diniz, foi veiculado na Comissão um vídeo de seis minutos em que um professor haitiano, falando espanhol, faz um balanço da situação de seus compatriotas, desde quando saem do Haiti até chegarem ao Acre e ao Amazonas.

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